raio x na medicina

Ao longo dos séculos a medicina evoluiu nos aspectos técnicos científicos, enfatizando o lado orgânico da doença. Porém, esse aspecto positivo não caminhou junto ao aprimoramento do lado humano na relação médico-paciente. A doença não pode ser considerada mais importante que o homem como uma totalidade doente ou não.

Numa época em que temos exames de laboratórios ou de imagens que revelam quase os 99% do estado de uma pessoa, os médicos não podem esquecer-se de escutar e olhar o que fica nas entrelinhas do 1% restante. É nessa relação entre pessoas que muitas vezes se determina a prevenção e a cura. Mesmo daqui a 100 anos, máquina nenhuma saberá diagnosticar uma relação pai e filho. Evitar um sofrimento psíquico enquanto a criança ainda está no colo é tão indispensável quanto desenvolver uma nova medicação para o adulto com algum transtorno.

Os estudos, publicações e atividades do Instituto da Família são um convite para o olhar mais amplo, onde a vida não é uma única música, mas sim um acorde que precisa estar em perfeita harmonia. Esse olhar diferenciado se provou capaz de diagnosticar o autismo e outros transtornos psíquicos nos primeiros meses de vida, o que significa um avanço significativo no prognóstico desses transtornos. Para continuarmos as conquistas, é hora de "curar" a relação médico-paciente.


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